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edição 400, setembro de 2009.
Corrupção ou Honestidade?
Uma escolha de todos nós.

Setembro de 2009


Funk: conhecer para entender
Apenas 28% dos brasileiros são plenamente alfabetizados
Cidadania plena, uma exigência da fé cristã
Os direitos não podem terminar depois dos 60
“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. A advertência de Rui Barbosa (1849-1923) parece muito atual, e o risco é o descrédito com a política, as instituições e os valores. Na contramão dessa desconfiança, o professor José Luiz Quadros de Magalhães, propõe um resgate dos valores, como a honestidade, através do diálogo e do cuidado com as escolhas que fazemos na vida.
José Luiz Quadros de Magalhães,
professor da PUC-Minas e diretor do Centro de Estudos
Estratégicos do Estado (CEEDE).
Endereço eletrônico: ceede@uol.com.br

CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Jogos eletrônicos: muito mais que diversão (p.2)
Atuar por um grande time de futebol, enfrentar monstros e seres alienígenas, encarnar personagens históricos ou viajar para o futuro há muito tempo deixaram de ser fantasias de crianças. Tudo isso, e muito mais, é possível em um rico universo que não para de crescer: os jogos eletrônicos.
Márcio Zoratto Gastaldo e Ricardo Leffa Dietrich,
da equipe do jornal Mundo Jovem, Porto Alegre, RS.
Endereços eletrônicos: marcio.gastaldo@pucrs.br e
ricardo.dietrich@pucrs.br

PROJETO PEDAGÓGICO
Convivência, um exercício de valores (p.4)
Em virtude dos muitos anos de uma educação meramente conteudista, a escola de hoje enfrenta o dilema de conjugar competência cognitiva com formação de valores éticos. Nesse sentido, as diversas áreas do saber anseiam por uma linha educacional capaz de trabalhar o conhecimento científico aliado às possibilidades do uso racional e responsável para com a vida humana.
Equipe de professores e coordenação
pedagógica do Colégio Pro Campus, Teresina, PI,

graduado em História, mestre em Sociologia,
Porto Velho, RO.
Endereço eletrônico: procampus@procampus.com.br
Site: www.procampus.com.br

JUVENTUDES
Funk: embalando as comunidades e a escola (p.5)
O funk conquistou espaço significativo não só nas comunidades de periferia. Desceu o morro, ganhou o asfalto e principalmente o gosto dos jovens. Nas escolas, em geral, o seu espaço é marginal. O funk é proibido nas caixas de som nos recreios e nas festas escolares. Por outro lado, invade os quadris e a cabeça dos jovens, por meio de seus aparelhos portáteis.
Márcia H. Koboldt Cavalcante,
professora e integrante da equipe de redação
do jornal Mundo Jovem, Porto Alegre, RS.
Endereço eletrônico: marcia.cavalcante@pucrs.br

ARTE E CULTURA
Música erudita e música popular: diálogo possível (p.6)
A música é sempre a expressão da alma humana, da alma de quem a compõe. Fazer a distinção entre música erudita e música popular é muito difícil, porque não se pode dizer que uma é melhor do que a outra. Em princípio, qualquer música, quando é bem feita, é boa.
Frederico Gerling Júnior,
maestro e diretor do Instituto de Cultura
Musical da PUCRS, Porto Alegre, RS.
Endereço eletrônico: gerlingjr@pucrs.br

LÍNGUA E LITERATURA
A literatura de autoria feminina no Brasil (p.7)
A literatura de autoria feminina no Brasil tem crescido vertiginosamente, mas é fenômeno recente. É preciso levar em conta que a formação literária de gerações escolarizadas consecutivas, no Ensino Fundamental, Médio e Superior, teve por base obras de autoria masculina, as aclamadas obras canônicas, em cujas listagens figuravam raras mulheres.
Débora Maria Borba,
mestranda em Letras na Universidade Estadual de Maringá, PR.
Endereço eletrônico: deboramariab@gmail.com

EDUCAÇÃO
Os frutos das relações na escola (p.8)
Nesta sociedade de consumo, de valores associados à perfeição, à produção em série e lucrativa, estamos deixando de fazer amigos, deixando de lado o papo no fim da tarde... Nesta urgência de repensarmos aonde vamos chegar com tanta “produção” é que a Educação reconstrói o seu papel fundamental: o de formar valores, socializar, trilhar um caminho de conquistas para seus educandos e educadores.
Gabriela Abreu da Silva Gouvêa,
pedagoga, psicopedagoga institucional;
mestre em Psicanálise, Saúde e Sociedade.
Coordenadora infantil do Colégio João Caetano,
em São Gonçalo, RJ.
Endereço eletrônico: gabiabreu78@yahoo.com.br

PSICOLOGIA
Razão e emoção: separadas ou unidas? (p.9)
Razão e emoção contaminam-se mutuamente! Ainda hoje existe a tendência de considerar essas duas dimensões como separadas. É só pensarmos na mitologia grega, entre Apolo e Eros, ou nas questões de gênero, entre masculino e feminino. Se um existe, parece não haver espaço para o outro.
Débora de Moraes Coelho,
psicóloga, mestre em Psicologia Social e
Institucional (UFRGS). É docente no curso de
Psicologia na UNIVATES e psicoterapeuta.
Endereço eletrônico: coelho.debora9@gmail.com
e
Leonardo Della Pasqua,
psicólogo, psicanalista. É consultor escolar
nas relações pais, filhos e professores.
Endereço eletrônico: leopasqua@hotmail.com

REALIDADE BRASILEIRA
Analfabetismo: uma forma de exclusão (p.10)
8 de setembro, Dia Mundial da Alfabetização
O analfabetismo constitui-se no maior fracasso do sistema educacional brasileiro. Por isso, precisamos questionar: quais são as suas raízes históricas? Por que, depois de tantos investimentos e tentativas, os analfabetismos (absoluto, funcional e outros) estão ainda longe de serem superados?
Afonso Celso Scocuglia,
professor da Universidade Federal da
Paraíba (UFPB) e pesquisador do CNPq.
Endereço eletrônico: afonso.scocuglia@pq.cnpq.br

POLÍTICA E CIDADANIA
Responsabilidade fiscal: uma lei e uma necessidade (p.11)
A Lei de Responsabilidade Fiscal teve início em maio de 2000 e se espelhou muito nos países mais desenvolvidos. Ela foi realmente muito importante porque, uma vez instalada, teve um impacto extraordinário no que diz respeito à redução dos gastos com pessoal. Mas só isso não basta.
Alfredo Meneghetti Neto,
professor na Faculdade de Ciências Econômicas da PUCRS e
membro da Fundação de Economia e Estatística (FEE), Porto Alegre, RS.
Endereço eletrônico: meneghetti@pucrs.br

BÍBLIA
Que relação há entre igreja e cidadania? (p.14)
É muito comum palavras e símbolos mudarem de sentido, passarem a designar coisas diferentes ou mais amplas. Quando se trata de traduzir uma ideia ou uma imagem, as alterações podem ser ainda maiores. Propomos aqui irmos à busca da raiz do termo “igreja”, de forma a entendermos sua relação direta com a conquista da cidadania para todas as pessoas.
Edmilson Schinelo,
professora, mestre em Ensino, Filosofia e História das Ciências,
Universidade Federal da Bahia.
Endereço eletrônico: chinelo@terra.com.br

ENSINO RELIGIOSO
Para que ter uma religião? (p.15)
A religião não pode suplantar a vida humana, nem deve ser algo que a escravize. Ao contrário, deve ser uma norteadora daqueles que sabem que são seres transcendentes e cidadãos da eternidade. Portanto é exatamente sua função incentivar o ser humano a buscar o equilíbrio das coisas, inclusive no campo espiritual, para que este viva sempre mais feliz e livre.
Apolinário da Cunha,
professor de Ensino Religioso e Filosofia, Piripiri, PI.
Endereço eletrônico: apolinario.cunha@bol.com.br

GEOGRAFIA
Tietê e os rios urbanos (p.16)
Vocês já perceberam que sempre há um rio cortando as cidades, principalmente as mais antigas? Isso ocorre no mundo todo. Desde quando os humanos habitavam as cavernas, sempre procuravam lugares que suprissem suas necessidades mais básicas. E o rio sempre proporcionou isso, dando-lhes água, pesca e frutos em suas margens.
Denis Ferraz,
documentarista, escritor e palestrante. Autor do livro Tietê -
imagens que o Brasil não vê. Ed. Denis Ferraz.
Endereço eletrônico: denisferraz@multiformas.com.br
Site: www.riotiete.com.br

ECOLOGIA
Os impactos negativos gerados pelos lixões (p.17)
Este é um relato dos aspectos sociais e de saúde que enfrentam os catadores do lixão do Mutirão do Serrotão, em Campina Grande, PB. Apesar das dificuldades, conseguem extrair do lixo a renda para a subsistência de suas famílias. Criaram ainda uma cooperativa que os apoia, paga pelos materiais recolhidos e destina o material para o processo de reciclagem.
Atividade:
1 - Que tal levar os alunos ao laboratório de informática para saber um pouco mais sobre o universo dos catadores de materiais reciclados? Peça para os alunos acessarem o site do Movimento Nacional de Catadores de Material Reciclado (www.mncmr.org). Ali, é possível encontrar vídeos e filmes, história do movimento, principais lutas, alguns documentos que servem de referência para um mundo sustentável, entre outras coisas.
2 - Também se pode organizar uma visita a alguma cooperativa de catadores de sua região. Seria uma experiência interessante conhecer de perto a realidade dessas pessoas.
Cláudia Regina Alberton e Luciana Fernandes Virginio,
graduandas em Geografia pela Universidade
Vale do Acaraú/Universidade Aberta Vida,
Campina Grande, PB.
Endereço eletrônico: claudiareginalberton@pop.com.br e
lucianavalcantara@hotmail.com

PAIS E FILHOS
Superar as deficiências a partir das famílias (p.18)
Como espaço fundamental ao desenvolvimento e à formação das crianças, a família deve assegurar o pleno sustento material, físico, estrutural e emocional, especialmente para enfrentar o preconceito de uma sociedade que não sabe lidar com as diferenças. É em casa que se inicia a caminhada em busca do reconhecimento enquanto pessoa de valor.
Atividade:
1 - Escrever, em etiquetas adesivas, diversas características, tanto as consideradas ideais pelos padrões da sociedade (forte, bonito, inteligente etc.), quanto as consideradas negativas (cego, cadeirante, gordo, feio...).
2 - Colar uma etiqueta em cada aluno, na testa ou em outro lugar que ele não possa ler. Pedir que a turma interaja da seguinte maneira: cada vez que cruzarem com outro, tratem-no de acordo com a característica assinalada e sem revelar o que está escrito.
3 - Depois, cada um tenta adivinhar qual é a sua própria característica, justificando a resposta.
4 - Promover um debate, tentando entender as atitudes de cada um frente ao diferente.
5 - Na conclusão, relacionar o conteúdo do texto com o que foi observado na atividade.
Iara da Rocha Dantas,
assistente social, Jaguarari, BA.
Endereço eletrônico: iara.rocha.sso@hotmail.com

SOCIOLOGIA
Idoso: a discriminação atrapalha a vida digna (p.19)
O Brasil será a sexta população em número de idosos do planeta em 2025, ano em que teremos 32 milhões de indivíduos acima de 60 anos. Esse quadro de predominância jovem do nosso país vai mudar. E temos que nos preparar para isso. Por enquanto, nossa sociedade não está preparada.
Newton Luiz Terra,
médico, diretor do Instituto de
Geriatria e Gerontologia (IGG) da PUCRS.
Endereço eletrônico: terranl@pucrs.br

HISTÓRIA
Resistência e luta do povo sul-africano (p.20)
Ainda é recente o fim de uma das práticas mais cruéis de dominação da contemporaneidade: o Apartheid. Mesmo condenado pela ONU e por grande parte dos países do mundo, este sistema nacional de desenvolvimento separado, segundo cor e raça dos indivíduos, sobreviveu durante quase um século na África do Sul.
Ângela Guimarães,
membro do Conselho Nacional de Juventude e
da Coordenação Nacional de Juventude - Unegro.
Salvador, BA.
Endereço eletrônico: angelaguimaraesba@gmail.com

SEXUALIDADE
Mitos e preconceitos em torno da homossexualidade (p.21)
“O ser humano é detentor de uma sexualidade. Os animais têm sexo como marca biológica e as pessoas constroem, na sociedade, uma significação do sexo. Esta significação é uma marca humana, social, erótica, ética, estética, política e uma educação sexual.” César Nunes, professor na Unicamp
Rui Antônio de Souza,
da equipe Mundo Jovem.
Endereço eletrônico: ruisouza@mundojovem.pucrs.br

VIDA SAUDÁVEL
Lazer e cidadania em espaços públicos (p.22)
As atividades de lazer esportivo, mais do que preencher o tempo ocioso, são fundamentais para o desenvolvimento da sociabilidade e das relações interpessoais. Cabe ao poder público potencializá-las e, ao mesmo tempo, otimizar a interface existente entre educação, saúde, esporte e lazer, como elementos básicos para a melhoria da qualidade de vida da sociedade como um todo.
Marco Antonio de Almeida,
sociólogo, professor na USP, São Paulo, SP.
Endereço eletrônico: dicas@polis.org.br
Site: www.polis.org.br/publicacoes/dicas

CURTAS E DICAS
E-book (p.23)
Educação e ética
     A Editora Universitária da PUCRS (Edipucrs) lançou o e-book Educação e ética - em busca de uma aproximação, de Jorge Renato Johann, que ressalta a importância de aliar ética com educação. Os conteúdos destacam as ideias de Hannah Arendt e Paulo Freire, entre outros. A obra pode ser conferida gratuitamente pelo endereço: www.edipucrs.com.br/educacaoeetica.pdf

Violência armada: e eu com isso?
     O Instituto Sou da Paz (www.soudapaz.org) lançou uma campanha de mobilização pelo controle das armas na América Latina que, apesar de não ter nenhum país oficialmente em guerra, concentra 42% dos homicídios por arma de fogo registrados no mundo. O Instituto convoca a todos para participar desta mobilização, através do Canal do Sou da Paz no YouTube. Para participar, assista ao vídeo que foi produzido e elabore o seu vídeo sobre o tema (de 30 segundos). Depois publique no YouTube como resposta ao vídeo do Sou da Paz.
     Sugestões: você pode mostrar o que as pessoas deixam de fazer, viver, sentir ou presenciar quando uma arma de fogo interrompe suas vidas; retratar o que pode ser feito por todos para que isso não aconteça e o que pode ser feito para que menos pessoas andem armadas ou queiram comprar armas; mostrar como as armas de fogo aumentam o risco de morte em conflitos banais como brigas de bar, de trânsito, entre vizinhos; mostrar como a América Latina e o Brasil sofrem com este problema. E dar seu depoimento em primeira pessoa se sua vida foi tocada pela violência armada. Para acessar, digite:: www.youtube.com/user/soudapazinstituto


Semana da Pátria e Semana do Trânsito
     A Semana da Pátria nos coloca um grande desafio: se o Brasil é nosso e também é meu, que tipo de Pátria queremos fazer dele? Como podemos participar dessa história? O que vamos deixar aos que vierem depois de nós?
     A Semana do Trânsito aponta que a poluição ambiental e sonora, os 30 mil brasileiros mortos em acidentes a cada ano e milhares de feridos parece não ser uma fórmula de viver bem.
     Buscando contribuir para estes debates, o Mundo Jovem disponibiliza alguns subsídios em seu site. Para acessar: clique aqui

Agir sempre na construção da pátria cidadã.



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