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edição 390, setembro de 2008.
Quando o jovem acredita e participa

Setembro de 2008


Leitura: a marca de Machado de Assis
Não só viver, mas viver com dignidade
A paz se faz no diálogo, no perdão e também na ação   política
Produzir e assistir vídeos: a criatividade na sala de aula
Votar com consciência social, discernindo o que é melhor para o município, mas sobretudo votar com o coração, com a sensibilidade e o senso de justiça para enxergar o sofrimento dos pobres que mais precisam do serviço público. Este é um direito e uma obrigação dos jovens que começam a participar, não apenas das eleições, mas também da organização de grupos e do debate sobre o futuro que queremos. Um debate que conta com as idéias e a ação de Renato Souza de Almeida.
Renato Souza de Almeida,
coordenador do Instituto Paulista de Juventude, IPJ, São Paulo, SP.

LÍNGUA E LITERATURA
Machado de Assis: um gênio construído pela leitura (p.2)
Imagine um garoto pobre, nascido em 21 de junho de 1839, na cidade do Rio de Janeiro. O pai era pintor de paredes e a mãe cuidava da casa, mas morreu quando o menino tinha apenas dez anos. Mal se conhece a história das escolas que freqüentou, se é que as freqüentou. Ainda assim, Machado de Assis tornou-se um dos maiores escritores da literatura mundial.
Luzia de Maria,
doutora em Letras (USP) e professora aposentada (UFF),
publicou 13 livros, entre os quais Machado de Assis -
as artimanhas do humano e Leitura & Colheita.
Na internet: www.luziademaria.com

EDUCAÇÃO
Educação como possibilidade de transformação social (p.3)
Garantir o acesso das pessoas à educação, sejam elas jovens ou adultas, é, antes de tudo, respeitar um direito humano. Direito de querer buscar e superar suas condições de existência, construindo o aperfeiçoamento, transformando a natureza para viver melhor em sociedade.
Maria Alice da Cruz Oliveira,
educadora social do Complexo de Atendimento à Criança e à Família,
pós-graduada e professora de Ensino Religioso na rede pública,
em Ananindeua, PA.
Endereço eletrônico: alicymary@yahoo.com.br

ECOLOGIA
O semi-árido vira verde (p.4)
O semi-árido nordestino é uma das regiões mais intrigantes e fascinantes do planeta. Essa expressão, que caracteriza admiração e encantamento, é a de quem observa este cenário geográfico brasileiro. Mesmo com longos períodos de estiagem, plantas e animais resistem e apresentam grande capacidade de regeneração. Basta caírem as primeiras chuvas e tudo o que era cinza e parecia morto, vira verde e esbanja vida.
Márcio Balbino Cavalcante,
geógrafo, especialista em Ciências Ambientais;
professor e coordenador de projetos educacionais da
Secretaria Municipal de Educação, Passa e Fica, RN.
Endereço eletrônico: cavalcantegeo@bol.com.br

CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Biotecnologia a serviço da vida (p.5)
Ao longo da história da humanidade os seres humanos buscaram satisfazer suas necessidades utilizando os diversos recursos encontrados na natureza. Servindo-se da caça, da pesca e da colheita, criaram ferramentas mecânicas e biológicas que, ao longo dos anos, foram se aprimorando com o intuito de facilitar, melhorar e manipular de alguma forma a extração dos recursos naturais.
Rômulo Lima Meira,
ambientalista e professor de Geografia no
Centro Federal de Educação Tecnológica
de Vitória da Conquista, BA.
Endereço eletrônico: romulomeira@ig.com.br

GEOGRAFIA
Serra Leoa e a Mama África (p.6)
Pense em uma linha: em uma extremidade, uma guerra civil; na outra, o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo - o que significa sérios problemas nas áreas de saúde, educação, renda. No meio da linha, um lucrativo comércio de diamantes alimentando a guerra. Essa era a realidade de Serra Leoa em 1999, ano em que a guerra civil no país esteve mais violenta. A guerra acabou e os diamantes não deixaram de existir, mas o IDH do país ainda é o mais baixo do mundo.
Andrea Paes Alberico,
jornalista, São Paulo, SP.
Endereço eletrônico: apalberico@yahoo.com

HISTÓRIA
Revolução Farroupilha - 1835 a 1845
O documento ignominioso (p.7)
A infâmia, não raro, separa a história do mito. O número 652 da Coleção Varela (acervo de fontes sobre a Guerra dos Farrapos, organizado por Alfredo Varela, 1933) pode ser chamado de “documento ignominioso”, ainda mais que o lema dos farrapos era “liberdade, igualdade e humanidade”.
Juremir Machado da Silva,
formado em História e Jornalismo,
é coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação
da Faculdade de Comunicação da PUCRS.
Endereço eletrônico: juremir@pucrs.br

FILOSOFIA
De onde brota a dignidade? (p.8)
Direitos Humanos é uma idéia nascida da consciência e da necessidade de preservar a vida e tudo o que nela está imbricado. No entanto, ao longo dos tempos, este conceito foi assimilado culturalmente como se os portadores destes direitos fossem sempre os outros, aqueles que estão numa situação de extrema indignidade. Nunca a gente (eu, você e nós). Faz-se necessário um grande esforço para ressignificar as palavras, lembrando que são os conceitos que dizem o que as coisas são.
Nei Alberto Pies,
professor e militante de Direitos Humanos,
Passo Fundo, RS.
Endereço eletrônico: pies.neialberto@gmail.com

ENSINO RELIGIOSO
O direito humano de viver 1932? (p.9)
Para que organizar uma sociedade, formar um estado, ser um país, se os seus cidadãos não têm garantido nem o direito básico de viver? O estado tem obrigação de assegurar, a todos os seus membros, direitos fundamentais como trabalho digno, casa, alimento, terra, água, informação, saúde e participação política. Na realidade atual, apesar dos avanços, estes direitos humanos fundamentais são negados à grande parcela de brasileiros que não tem acesso a bens essenciais da vida.
Rui Antônio de Souza,
da equipe do jornal Mundo Jovem.
Endereço eletrônico: ruiasouza@ig.com.br

ESPIRITUALIDADE
Perdão se faz pela não-violência (p.10)
“A não-violência é a completa ausência de mal-querer para com tudo o que vive. A não-violência, sob a sua forma ativa, é boa vontade para com tudo o que vive. Ela é amor perfeito.”
Eveline Maria da Costa,
professora de Filosofia na Rede Municipal de Porto Alegre,
membro da ONG Educadores para a Paz.
Endereço eletrônico: costa.eveline@gmail.com

POLÍTICA E CIDADANIA
Uma política para a paz pode começar na escola (p.11)
A paz é construída nas pequenas coisas. Existem várias formas de manifestá-la: diálogo, respeito, prática de solidariedade e de reconhecimento ao outro como sujeito de direitos. Então, a paz não é algo que reporta só à serenidade e à tranqüilidade entre as pessoas. É uma atitude que temos em relação ao outro e em relação a nós mesmos.
Vânia Carvalho de Araújo,
professora de Pedagogia e de pós-graduação
em Educação, da Universidade Federal
do Espírito Santo-UFES, Vitória, ES.
Endereço eletrônico: vania_araujo@terra.com.br

SOCIOLOGIA
Políticas sociais: rumo à pedagogia da emancipação (p.14)
Ao problematizarmos a trajetória socioeconômica do Brasil, chegamos a uma triste e objetiva constatação, considerando nossa atual conjuntura de país em vias de desenvolvimento: deixamos de ser atrasados e injustos para nos tornarmos menos atrasados, todavia igualmente injustos.
Rita de Cássia Grecco dos Santos
e Gabriela Medeiros Nogueira,

professoras da FURG, Rio Grande, RS e
Doutorandas no PPG em Educação - História
da Educação, da UFPEL, Pelotas, RS.
Endereço eletrônico: ritagrecco@furg.br

REALIDADE BRASILEIRA
Envelhecemos como vivemos (p.15)
O aumento da expectativa de vida é uma realidade crescente no Brasil e no mundo. A melhoria nas condições de saneamento básico aliada à diminuição da mortalidade, aumentando conseqüentemente a expectativa de vida e também a diminuição da fecundidade (tendo o casal menor número de filhos), favoreceu o envelhecimento da população brasileira.
Daniela Martins Lima,
professora de Educação Física com formação
em Gerontologia, Patrocínio, MG.
Endereço eletrônico: danimartlima@yahoo.com.br

PSICOLOGIA
Memória e esquecimento (p.16)
Quem já não teve a estranha sensação de lembrar de um fato sem saber onde ou quando aquilo aconteceu? Ou que no meio de uma prova esqueceu de coisas que sabia com facilidade? Todos passamos por estas situações em nosso cotidiano e elas são amostras de que a memória é muito mais complexa do que se imagina.
Martin Cammarota,
professor da Faculdade de Medicina e
vice-diretor do Instituto de Pesquisas Biomédicas da PUCRS.
Endereço eletrônico: martin.cammarota@pucrs.br

VIDA SAUDÁVEL
Por um mundo sem tabaco (p.17)
O tabagismo tem sido um tema de grande importância para a saúde pública em todo o mundo devido às suas graves conseqüências. Estima-se que aproximadamente um terço da população mundial com idade acima dos 15 anos é fumante, ou seja, aproximadamente 1,2 bilhão de pessoas.
Sandra Cristina Pillon,
professora, doutora do Departamento de Enfermagem
Psiquiátrica e Ciências Humanas da Escola de Enfermagem
de Ribeirão Preto, da USP.
Endereço eletrônico: pillon@eerp.usp.br
e
Gabriela P. Vasters,
mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem Psiquiátrica
da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, da USP.

PAIS E FILHOS
Conflitos conjugais: é preciso aprender a brigar (p.18)
A mulher galgou postos de trabalho. Isto dá liberdade, mas ao mesmo tempo toma tempo e disponibilidade. Ela vivia recolhida e era aceita assim. Hoje, uma mulher que não trabalha não é bem aceita na maioria dos lares e dos lugares da sociedade. Esta falta de clareza deixa muito discutível a posição social de mulheres e homens e gera muitos conflitos até mesmo dentro de casa.
Helena Dagnino,
psicóloga clínica, Porto Alegre, RS.

SEXUALIDADE
Violência sexual, a barbárie nossa de todos os dias (p.19)
Diante da atual onda de violência, fala-se muito de uma ameaça de regressão à barbárie. Mas os inúmeros articulistas de jornais locais e nacionais estão enganados. Não se trata mais de uma ameaça, pois a regressão já se instalou e a barbárie continuará existindo enquanto persistirem os inúmeros fatores que apontam sua insofismável presença: a intolerância diante do outro e o individualismo desenfreado.
Paulo Henrique Costa Mattos,
professor de Sociologia da UNIRG, Tocantins.
Endereço eletrônico: phcmattos@ibest.com.br

ARTE E CULTURA
Vídeo na escola com dinamismo e criatividade (p.20)
Simultaneamente lemos palavras, formas, cores, sons, olhares, gestos, odores, acontecimentos. Com isso não podemos restringir a tão vasta, ampla e instigante leitura apenas ao texto verbal, já que a leitura é um fator primordial para que nossos alunos sejam capazes de participar do contexto social em que estão inseridos.
Rita Perez Germano,
professora de Língua Portuguesa na Rede
Pública de Ensino e especialista em leitura
e produção textual, Rio Grande, RS.
Endereço eletrônico: rita.germano@yahoo.com.br

PROJETOS PEDAGÓGICOS
Educar através da produção de imagens (p.21)
O uso das novas tecnologias na educação tem sido amplamente discutido. Mas o assunto permanece no campo do debate e pouco ou nada avançou dentro de uma política global na educação. Programas nesta área restringem-se a colocar computadores nas escolas.
Acesse o texto completo:

Clique aqui
Valmir Michelon,
professor de Filosofia, jornalista e fotógrafo.
Idealizador do Festival de Vídeo Estudantil, de Guaíba, RS.
Endereço eletrônico: michelonfolha@pop.com.br

CURTAS E DICAS
Curso de Verão
     O Curso de Verão é um programa de formação popular no campo sociocultural, a partir da realidade e dos seus desafios, à luz da Bíblia, Teologia, Pastoral e do compromisso cristão na sociedade. É um espaço ecumênico e inter-religioso de convivência, partilha, troca de experiências, celebração e compromisso.
     Em 2009, o tema será Arte e Educação Popular, buscando aprofundar e sistematizar uma das marcas registradas do Curso de Verão: o entrelaçamento entre criatividade e rigor discursivo, emoção e reflexão, beleza e compromisso.

Data: 11 a 18 de janeiro de 2009

Informações e inscrições:
Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular - CESEP.
Fone/Fax: (11) 3105-1680
E-mail: verao@cesep.org.br
Na internet: www.cesep.org.br

Livro (p.23)
Aprender a educar para a paz
Este livro apresenta uma proposta de formação em educação para a paz, para educadores de diversas áreas, organizada através de 13 oficinas pedagógicas. Com textos, dinâmicas, propostas de atividades, os educadores poderão conhecer os conceitos básicos envolvidos numa prática de educação para a paz, tais como paz, não-violência e violência; familiarizar-se com seus temas básicos como cultura de paz, direitos humanos, resolução de conflitos e desarmamento; e aprofundar o referencial metodológico em educação para a paz, especialmente a proposta dos círculos de cultura de paz. De Marcelo Rezende Guimarães, publicado em co-edição com o Conselho Latino-Americano de Igrejas.

Pedidos: Editora Rede da Paz, Goiás
Fone/Fax: (62) 3372-1985
Site: www.rededapaz.com.br
E-mail: editora@rededapaz.com.br

Vídeos (p.23)
Política é participar
     O DVD enfoca a importância da política como participação social, não somente num partido ou nas eleições, mas também no dia-a-dia, nas diferentes situações da vida. Organizar-se, lutar pelos direitos, ir além das promessas dos maus políticos. Produzido pelo Mundo Jovem.
Para mais informações: Clique aqui.

Paz: uma questão de atitude.



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