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edição 388, julho de 2008.
CHINA
O polêmico país dos Jogos Olímpicos

Julho de 2008


No bilingüismo, uma possibilidade de educação inclusiva
A diversidade religiosa no Brasil
Reforma agrária produz alimentos para os brasileiros e empregos para o jovem do campo
Amigos virtuais são amigos reais?
Os asiáticos, em geral, não se preocupam muito com o conceito que dão a eles, com o rótulo, o nome. Eles são bastante pragmáticos. E conseguimos entender esses conceitos à luz da sua história. Fazendo uma análise a partir de nossa visão ocidental, será difícil entender, por exemplo, suas estratégias de desenvolvimento. Para melhor compreender a China e suas diferenças, contamos, nesta entrevista, com o especialista Paulo Fagundes Vizentini.
Paulo Fagundes Vizentini,
professor titular de Relações Internacionais da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Endereço eletrônico: paulovi@ufrgs.br

EDUCAÇÃO
Quando a educação é especial (p.2)
A educação especial surgiu para atender pessoas que, por não se enquadrarem nos padrões de normalidade estabelecidos pela sociedade, viviam às margens do processo educacional e, por conseqüência, às margens da sociedade. Por isso mesmo, diz-se que ela nasceu num contexto de inclusão.
Ezilda Franco Pellim,
pedagoga, especialista em supervisão escolar,
orientação educacional e educação especial.
Atua na rede regular de ensino e
na educação especial no Paraná.
Endereço eletrônico: ezildafranco@hotmail.com

LÍNGUA E LITERATURA
Bilingüismo: proposta de educação para os surdos (p.3)
Para que se entenda a convivência e a compreensão com o surdo, tanto na família quanto na escola, é importante olhar para as experiências já realizadas e os estudos especializados. A educação de surdos já tem história. E podemos perguntar: por que o bilingüismo vem sendo considerado como a melhor proposta para a educação de surdos? Em que consiste a língua de sinais? Qual o processo natural de aquisição da linguagem em crianças ouvintes e crianças surdas?
Maria Stela Oliveira Costa,
professora de pessoas com deficiência mental e
auditiva na escola Monsenhor Dourado, Fortaleza, CE.
Endereço eletrônico: mariastelaoc@bol.com.br

ESPIRITUALIDADE
“Vejam como eles se amam!” (p.4)
Que sentido tem participar de uma comunidade? Sobretudo a palavra participar parece estar na contramão da modernidade. A religião, a casa de fé não deveria ser um lugar onde busco conforto e segurança para minha vida? Mas de que vale uma religião que não mexe com nossas relações entre os semelhantes? Em que medida ainda vale o exemplo das primeiras comunidades cristãs, descrito no livro bíblico dos Atos dos Apóstolos?
José Sebastião de Souza Júnior - Tião,
sacerdote em Ubaiataba, BA.
Endereço eletrônico: sebastiao-tiao@hotmail.com

ENSINO RELIGIOSO
A nova configuração religiosa do Brasil (p.5)
Quais os principais elementos que demarcaram a presença das religiões nos últimos 30 anos da sociedade brasileira? O fato de ter se estabelecido uma situação de pluralismo religioso deve ser entendido não só devido ao crescimento evangélico, mas também pela presença de grupos e de pessoas que se definem como sem-religião.
Alexandre Brasil Fonseca,
professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e
autor dos livros Evangélicos e Mídia no Brasil (Edusf, 2003) e
Educação e Justiça na América Latina: uma abordagem cristã (ABU, 2006),
entre outros.
Endereço eletrônico: abrasil@ufrj.br

HISTÓRIA
Revolução de 1930
Um rearranjo da política nacional? (p.6)
Identificada como o movimento armado liderado pelos estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba, essa revolução culminou com a deposição do presidente paulista Washington Luís, em 24 de outubro de 1930, e o impedimento da posse do candidato eleito, Júlio Prestes.
Rita de Cássia Grecco dos Santos,
socióloga, professora na FURG, Rio Grande, RS.
Endereço eletrônico: ritagrecco@furg.br

POLÍTICA E CIDADANIA
O que dizer das alianças entre partidos? (p.7)
O trabalho que se espera de um político é mudar o país para melhor, ou seja, produzir efeitos que beneficiem toda a sociedade. Seus interesses privados não podem se sobrepor à missão para a qual foi eleito. O eleitor, por sua vez, ao escolher com critérios um determinado candidato, está acreditando que as estruturas são passíveis de mudanças. E o que se espera de um político é uma coerência entre o que prega e o que faz.
Osvaldo Biz,
jornalista, professor na PUCRS e co-autor do
livro Participação política: limites e avanços, distribuído pelo Mundo Jovem.
Endereço eletrônico: obiz@cpovo.net

REALIDADE BRASILEIRA
Assentamento Pastorinhas: a reforma agrária que dá certo (p.8)
Dia 22 de setembro de 2007, em um grupo de dez pessoas, visitamos o Assentamento Pastorinhas, um dos inúmeros locais onde a reforma agrária mostra sua beleza. Saímos de lá em estado de graça, convictos de que uma estrela-guia brilha sobre e a partir daquelas pessoas. Este é apenas um exemplo de assentamento da reforma agrária, que produz alimentos para a mesa dos brasileiros.
Gilvander Luís Moreira,
frei carmelita, pároco da Igreja do Carmo,
assessor de pastorais sociais, Belo Horizonte, MG.
Endereço eletrônico: gilvander@igrejadocarmo.com.br
Site: www.gilvander.org

JUVENTUDE
Juventude camponesa e a reforma agrária (p.9)
As recentes transformações na agricultura brasileira trazem muita polêmica e aumentam os desafios para aqueles que acreditam que a vida no campo é viável e que, além disso, também pode ser desejável. O agronegócio se destaca no projeto de desenvolvimento do atual governo federal pelos lucros que tem proporcionado e pelo posicionamento privilegiado do país na divisão internacional do trabalho.
Heloiza Egas,
mestranda em Ciências Sociais na Universidade
Federal da Bahia (UFBA) e militante do MST/BA.
Endereço eletrônico: heloizaegas@gmail.com

FILOSOFIA
Olimpíadas de Filosofia (p.10)
De 776 a.C até 393 d.C. eram realizadas, a cada quatro anos, na cidade grega de Olímpia, jogos em homenagem a Zeus. As Olimpíadas reuniam os melhores atletas de todas as cidades de língua grega, consolidando a irmandade entre elas. Através dos jogos, buscava-se superar as guerras e desenvolver as virtudes dos participantes, em uma festa compartilhada que envolvia toda a Grécia.
Sérgio A. Sardi,
doutor em Filosofia e professor no
Departamento de Filosofia da PUCRS.
Endereço eletrônico: sergioasardi@uol.com.br

VIDA SAUDÁVEL
Os Jogos Olímpicos e a educação para o esporte (p.11)
Desde a infância, somos seduzidos a uma vida sedentária. Ficamos sentados na frente do computador e da televisão, que praticamente satisfazem todos os nossos desejos. É por isso que a Educação Física adquire um sentido cada vez mais essencial. Os Jogos Olímpicos, que acontecem a cada quatro anos, podem ser um estímulo para valorizarmos mais o esporte.
Roberto Maluf de Mesquita,
professor na Faculdade de Educação Física
da PUCRS e atua nos temas basquetebol,
estudos olímpicos e pedagogia do esporte.
Endereço eletrônico: mesqui32@terra.com.br

SOCIOLOGIA
Globalização: um novo disfarce do capitalismo (p.14)
Ao longo da história, o capitalismo utilizou vários tipos de camuflagens para aprofundar seu domínio e exploração. A ideologia sempre atuou para pintá-lo com um caráter modernizador e indispensável para o desenvolvimento da humanidade.
Adilson Luiz Guilhermino de Lima,
professor de História, Cupira, PE.
Endereço eletrônico: adildartson@bol.com.br

ECOLOGIA
Crise ambiental: o futuro do mundo depende de nós (p.15)
De todos os lados vemos desastres que acabam gerando conseqüências terríveis e às vezes irreversíveis sobre a natureza. Muitas pesquisas são feitas com o intuito de buscar entender os porquês de tamanho problema. Qual é a origem de todo esse caos ecológico no qual vivemos? E qual é a solução? Talvez as respostas não estejam tão longe de nós.
Eduardo Cardoso Teixeira,
biólogo, mestre em Biologia Animal e
professor em escolas estaduais de Ensino Médio, Taquara, RS.
Endereço eletrônico: grupovidasilvestre@gmail.com

CIÊNCIA E TECNOLOGIA
A novidade da Física Quântica (p.16)
A Física Quântica surgiu no século 20 como uma ciência que estuda o movimento dos átomos e das partículas subatômicas. Ela revolucionou o entendimento da realidade e superou, em certo sentido, as explicações da Física Clássica, segundo a qual o mundo é visto com certezas avaliativas de objetos, fornecendo fórmulas e instrumentos para calcular peso, distância, força, impacto, velocidade etc.
Jorge Schemes,
escritor, palestrante e professor de Filosofia da
Educação na ACE, Joinville, SC.
Endereço eletrônico: jorgeschemes@yahoo.com.br

Ensinar estatística no Ensino Fundamental para alunos de 8ª série era um desafio. Ensinar de maneira que tivesse um significado com aplicação imediata, e que despertasse o interesse, tinha que ser uma aula diferente. Mobilizar os alunos era o objetivo principal para que aprendessem na teoria e na prática, o conceito e a importância da estatística.
Ornélio de Almeida Costa,
professor de Matemática, pós-graduação
em Matemática Aplicada, Lorena, SP.
Endereço eletrônico: ornelioc@gmail.com

PSICOLOGIA
@mizade.com.br (p.18)
Quando convidada a escrever sobre o tema amizade, logo surgiram várias indagações que fiz questão de anotar. Também pude parar e pensar na amizade e em seus significados, nos meus amigos. Ou seja, repensei minha história. Minha história de vida pode ser escrita pelas amizades que fiz, pelas que desfiz, pelas amizades que conservei e por outras que irei fazer. E a sua história?
Clique no link abaixo para ver o artigo:

@mizade.com.br
Fernanda Calderaro,
psicóloga, educadora e técnica em
Informática Industrial, Jacareí, SP.
Endereço eletrônico: fernanda@gaiasocial.org.br

SEXUALIDADE
Mulher e homem, fidelidade nas diferenças e na igualdade (p.19)
Estamos vivendo em uma época na qual a questão do ser humano, enquanto homem e mulher, é bastante discutida, principalmente no campo dos direitos e deveres. Em algumas culturas, os homens são considerados verdadeiros agentes. Ao contrário, a mulher ainda é tida como aquela que só cuida das crianças.
Nilton Gonçalves Menezes,
graduando em Filosofia, Maringá, PR.
Endereço eletrônico: niltongoar@hotmail.com

PAIS E FILHOS
O exemplo fala mais alto (p.20)
Há mais de dois mil anos, Jesus Cristo andou pelo mundo pregando o amor. Seu lema, “amai-vos uns aos outros”, parecia incontestável e essencial à paz. Mas, em nosso tempo, vai perdendo o sentido. Ainda ecoa de boca em boca, faz parte da doutrina cristã, mas não encontra ressonância no coração das pessoas. Por quê? Jesus vivia o que pregava. As pessoas, hoje, falam, dão conselhos, mas não praticam o que pregam.
Hilce Massam Boiça,
professora nas escolas Municipal Carlos Masson Neto e
Estadual Boa Esperança, Curvelândia, MT.
Endereço eletrônico: hilcemaboica@hotmail.com
e
Jaqueline Pinafo,
orientadora acadêmica no curso de Pedagogia
na modalidade à distância da Unemat/MT e
professora na Escola Estadual Boa Esperança.
Endereço eletrônico: jakpinafo@zipmail.com.br

ARTE E CULTURA
Lendas brasileiras de origem africana e indígena (p.21)
As lendas, assim como a culinária, a religiosidade, as cantigas populares e outras manifestações culturais são categorias importantes para a compreensão da dinâmica e diversidade cultural do povo brasileiro. Seu aprofundamento e estudo nos possibilita um conhecimento mais específico acerca de crenças populares e noção de sobrenatureza.
Leandro Haerter,
técnico em Assuntos Educacionais do Centro Federal de
Educação Tecnológica de Pelotas, RS.
Endereço eletrônico: lhaerter2@yahoo.com.br
e
Maria de Fátima Santos da Silva,
professora do Departamento de Educação e
Ciências do Comportamento da Fundação
Universidade Federal do Rio Grande - Furg,
Rio Grande, RS.

CURTAS E DICAS
Juventude camponesa
     O Brasil tem aproximadamente 34 milhões de moradores no campo. Destes, 42% têm entre 14 e 33 anos.
     Infelizmente, o modelo econômico atual tem marginalizado a reforma agrária e a agricultura camponesa. Historicamente, o estado brasileiro vem priorizando o financiamento dos grandes produtores para o desenvolvimento dos monocultivos de cana-de-açúcar, soja e eucalipto. Por exemplo, no Plano de Safra, 2007/2008, o governo federal liberou 58 bilhões de reais em créditos aos grandes proprietários rurais - 3% das unidades rurais - e pouco mais de 20% disso (12 bilhões) para a agricultura camponesa - mais de 90% das unidades.
     Como vemos, quem produz mais recebe menos. Os(as) camponeses(as) e a juventude camponesa têm sido vítimas desse modelo de aceleração da destruição da pequena propriedade, provocando um aumento do êxodo rural, especialmente da juventude. O jovem que antes tinha a segurança de permanecer na pequena propriedade dos pais, trabalhar na sua própria terra com o sentido da produção familiar e da pertença ao território e à comunidade, agora está subordinado a um processo de expulsão do campo, de sua terra, de suas raízes.
     Não há interesse político em fazer grande investimento para as populações rurais. A ausência do estado no campo, nas áreas de educação, saúde, esporte, lazer, cultura, comunicação e a falta de uma política voltada para a geração de renda impossibilita a permanência dos(as) jovens no campo.

Livro (p.23)
Aprendizagem significativa
     Este livro, do professor Júlio César Furtado dos Santos, Editora Mediação, 2008, é dirigido a educadores de qualquer segmento e tem, como objetivo principal, favorecer a compreensão e a reflexão sobre o ato de aprender, foco maior de toda ação docente.
Pedidos: Editora Mediação
Fone/Fax: (51) 3330-8105 e 3061-8864
Site: www.editoramediacao.com.br
E-mail: editora.mediacao@terra.com.br

Site (p.23)
Ação Educativaa
     A Ação Educativa tem por missão promover os direitos educativos e da juventude, tendo em vista a justiça social, a democracia participativa e o desenvolvimento sustentável no Brasil. No portal, encontram-se projetos, notícias, pesquisas e também boletins e notas de opinião que tratam de diversos temas relacionados aos direitos educativos e da juventude.
Site: www.acaoeducativa.org.br

Para ter amigos, é preciso ser amigo.



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