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edição 385, abril de 2008.
Doação de órgãos
Na contramão do egoísmo

Abril de 2008


Os indígenas ensinam a arte de saber viver na terra
É possível vencer a desmotivação pela Matemática
Adolescentes e pais em busca do equilíbrio
Doeu, coçou, ardeu...As DST ainda existem!
Individualismo e competição são regras das relações sociais modernas. Mas não para todos. A doação de órgãos é a demonstração de que há muita gente na contramão do egoísmo. Quem sabe, uma indicação de uma nova sociedade. A felicidade de quem recebe uma vida nova é testemunhada por quem trabalha com transplantes, como a equipe de Onco-Hematologia Pediátrica do Hospital da Criança Santo Antônio, de Porto Alegre.
Laura Fogliatto,
coordenadora da equipe de Onco-Hematologia Pediátrica do Hospital
da Criança Santo Antônio, de Porto Alegre.
Endereço eletrônico: laurafogliatto@terra.com.br

SOCIOLOGIA
A causa indígena é de todos (p.2)
A Semana dos Povos Indígenas, celebrada no mês de abril, convida a uma aproximação deste mundo. Os livros de história falam em descoberta do Novo Mundo e, mais recentemente, fala-se em conquista. Penso que o mundo dos povos indígenas, até hoje, não foi descoberto nem conquistado.
Nello Ruffaldi,
padre, missionário do Conselho Indigenista
Missionário (CIMI), diretor da revista Mensageiro
e do programa radiofônico Potyrõ . Belém, PA.
Endereço eletrônico: ruffaldi.nello@pime.org

ENSINO RELIGIOSO
Cultura e religiosidade dos povos nativos (p.3)
Do líder kocama Antonio Samias ouviu-se: “Eu sou gente, sou kocama, sou índio de verdade. Meu pai era índio de verdade, meu avô era índio de verdade, assim como aqueles que já morreram”. No Brasil ainda não foi feito um senso indígena, somente encontramos estimativas, depois de mais de 508 anos de “descobrimento”.
Édison Hüttner,
irmão marista, doutor em Teologia, diretor do Centro
de Pastoral e professor na Faculdade de Teologia da PUCRS.
Autor do livro A Igreja Católica e os Povos do Brasil:
os Ticuna da Amazônia, Edipucrs.
Endereço eletrônico: ehuttner@pucrs.br

EDUCAÇÃO
Métodos de alfabetização e de aprendizagem (p.4)
Toda prática pedagógica reflete uma concepção teórica. Nesse sentido, os métodos adotados se baseiam numa determinada concepção sobre o processo de aprendizagem. Existem vários métodos utilizados no processo de alfabetização de crianças e adultos. Os mais conhecidos são o pré-silábico, que é o mais utilizado pelas escolas para alfabetização de crianças, e o método Paulo Freire.
Joaquim Ribeiro Soares,
psicopedagogo, Teresina, PI.
Endereço eletrônico: soaresjota@hotmail.com

CIÊNCIA E TECNOLOGIA
A Matemática no cotidiano (p.5)
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, a resolução de problemas é peça central para o ensino de Matemática, pois o pensar e o fazer se desenvolvem quando o indivíduo está engajado ativamente no enfrentamento de desafios.
Atividade

Matematicando juntos na trilha

Objetivos: Resolver situações-problema e desafios matemáticos; desenvolver o espírito de coleguismo, a atenção, a concentração e o raciocínio lógico;

Materiais:  um dado; um peão para cada aluno; uma trilha;

Modo de jogar: Cada jogador localiza o seu peão no ponto inicial da trilha. Para cada casa da trilha existe uma situação-problema. De acordo com a ordem estipulada, o primeiro jogador lança o dado para ver quantas casas deverá avançar. Ele precisará resolver a situação-problema ou desafio indicado na casa onde parou. Se acertar, permanece na nova posição e se errar volta para posição anterior. Vence o jogador que chegar primeiro ao final da trilha, alcançando a chegada.

Sandra Alves de Oliveira,
pedagoga e especialista em Matemática e Estatística.
Professora do Departamento de Educação de Guanambi,
da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).
Endereço eletrônico: nsoliveira4@hotmail.com

ECOLOGIA
Uma educação para a sustentabilidade ambiental (p.6)
O modelo de desenvolvimento econômico, ao longo do tempo, desencadeou diversos problemas ambientais, culturais e sociais, provocando a crise que conhecemos. A degradação ambiental, o risco de colapso ecológico e o avanço da desigualdade e da pobreza são sinais eloqüentes desta crise.
Mônica Maria Pereira da Silva,
doutoranda em Recursos Naturais, professora
na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).
Endereço eletrônico: monicaea@terra.com.br

REALIDADE BRASILEIRA
Artesanato, trabalho e desenvolvimento social (p.7)
O artesanato é uma arte carregada de valores ideológicos de cooperação, solidariedade, valorização cultural, respeito ao saber e ao fazer popular, transmitidos de uma geração a outra. E talvez, justamente, por valorizar um saber que é do povo, um saber que está acessível a todos quantos dele quiserem dispor, é que ele seja tão desvalorizado dentro do modelo político-econômico da atualidade.
Márcia Noronha,
coordenadora do Centro de Artesanato
Luiza Anastácia, Tauá, CE.
Endereço eletrônico: marcianoronha_lo@yahoo.com.br

LÍNGUA E LITERATURA
A leitura e a escrita como formas de expressão (p.8)
A linguagem escrita não surge naturalmente como a linguagem oral, aprendida na convivência com as pessoas. Para ler e escrever tem que existir um processo instrucional, de maneira que o indivíduo compreenda as técnicas e regras utilizadas na leitura e na escrita. A escola é o caminho mais curto entre ser cidadão e poder exercer essa cidadania.
Érica Maria Silva Montenegro,
psicopedagoga, Recife, PE.
Endereço eletrônico: erica9400@yahoo.com.br

PROJETOS PEDAGÓGICOS
Jornal da escola. Tudo de bom! (p.9)
A Escola Municipal Professor José Sobreira de Amorim, de Fortaleza, CE, criou o Jornal do Futuro. Está sendo uma forma de trazer a realidade cotidiana dos alunos para o currículo escolar. Os resultados são alentadores.
Como criar um jornal escolar

     A partir de nossa experiência, sugerimos alguns passos que achamos importantes para o sucesso na criação e manutenção de um jornal:
1) sensibilizar professores e alunos;
2) escolher um coordenador;
3) envolver toda a comunidade escolar na escolha do nome do jornal;
4) buscar apoio para sua publicação junto a organizações não-governamentais ou a Secretaria de Educação do seu estado ou município;
5) caso não haja apoio extra-escolar, buscar apoio dentro da escola, junto ao conselho escolar, pais, alunos e grêmio estudantil;
6) incentivar a produção de tipos e gêneros textuais diferentes;
7) estabelecer prazos para a produção e entrega das matérias à coordenação do jornal.

Sugestões de atividades com o jornal escolar

• Apresentar vários jornais locais para que os alunos estabeleçam as semelhanças e diferenças na diagramação, primeira página, manchetes, leads e temáticas abordadas;
• Promover a comparação dos jornais locais com o jornal escolar;
• Solicitar a identificação dos principais elementos de uma notícia: O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê?
• Desenvolver a capacidade argumentativa e crítica do aluno, solicitando-lhe que concorde ou discorde de um texto ou notícia através de argumentos convincentes;
• Pedir que estabeleçam a distinção entre fato e opinião;
• Solicitar a enumeração das temáticas abordadas;
• Explicitar os tipos de texto e os gêneros textuais presentes no jornal escolar;
• Incentivar a produção de cartas do leitor ou artigos de opinião sobre um problema da comunidade escolar ou do entorno da escola para publicação em um jornal local.

Jaiza Helena Moisés Fernandes,
pedagoga, especialista em Planejamento Educacional e
coordenadora do Jornal do Futuro , Fortaleza, CE.
Endereço eletrônico: jahmfernandes@yahoo.com.br

PAIS E FILHOS
Adolescência: um bicho de sete cabeças? (p.10)
Quando se fala em criança e adolescente, sua condição de dependentes logo remete à família e à escola, as quais estão interligadas. Muito do que ocorre com o jovem, quase sempre é produto das dinâmicas que se travam, em particular, nos núcleos dessas instituições.
Valdeci Gonçalves da Silva,
professor de Psicologia na Universidade
Estadual da Paraíba (UEPB).
Endereço eletrônico: valdecipsi@hotmail.com

SEXUALIDADE
Cuidados diante das DST (p.11)
Como o próprio nome diz, essas são doenças que se transmitem por via sexual. Causadas por vírus, bactérias ou bacilos, têm origem tão antiga quanto a humanidade e podem causar a morte, além de problemas neurológicos, cegueira e paralisia. Muitos bebês já nascem com distúrbios causados por DST que a mãe não tratou.
José Bernardi,
frei capuchinho, professor e Secretário
Executivo da Pastoral da Aids, Porto Alegre, RS.
Endereço eletrônico: secretario@pastoralaids.org.br

JUVENTUDE
Projeto de vida: para jovens que querem mais (p.14)
“Por tanto amor, por tanta emoção, a vida me fez assim, doce ou atroz, manso ou feroz, eu caçador de mim. Preso a canções, entregue a paixões, que nunca tiveram fim, vou me encontrar, longe do meu lugar, eu caçador de mim. Nada a temer senão o correr da luta, nada a fazer senão esquecer o medo (...) Longe se vai, sonhando demais, mas onde se chega assim? Vou descobrir o que me faz sentir eu caçador de mim.” (Luiz Carlos Sá e Sergio Magrão - Caçador de mim)
Colocando no papel

     Inicie revendo os aspectos mais importantes de sua vida: personalidade, família, estudos, trabalho, amizades, namoro, a comunidade e a sociedade em geral e responda mentalmente: O que tenho de deixar de fazer, já? O que tenho de começar a fazer, já?

Em seguida pegue sua agenda ou caderno e de forma mais sistemática responda às questões que propomos:

1) O que sou? Características, valores, potencialidades, limites, condições de vida etc.

2) Em quem acredito? Qual o rosto/imagem/experiência/visão de Deus que a minha vida deixa transparecer? Em que pessoas, de casa e da comunidade, confio? De quais lutas e causas participo? De quais quero participar?

3) Qual o meu compromisso? “Eis que faço novas todas as coisas.” Que sinais, que respostas concretas devo dar na vida, no cotidiano? Estabeleça metas a curto e a médio prazo.

4) Liste os recursos e pessoas que você poderá buscar para ajudar a realizar o seu projeto.

     Agora é cabeça e mãos a pensar e a escrever. Não perca tempo, comece agora a fazer esse caminho rumo a horizontes do encontro consigo mesmo e com todas as pessoas que sonham e lutam pela vida e a querem cada vez mais bonita.
Rezende Bruno de Avelar,
mestre em Ciências da Religião, coordenador-geral
da Casa da Juventude Pe. Burnier, Goiânia, GO.
Endereço eletrônico: coordena@casadajuventude.org.br

ESPIRITUALIDADE
Por um tempo de esperança (p.15)
Para a maioria das pessoas o único tempo que existe é o presente. O relógio simboliza seu domínio sobre passado e futuro. Muitas pessoas perderam o referencial histórico e não conseguem enxergar uma esperança que transcende o momento atual e se abre para o futuro.
Rui Antônio de Souza,
da equipe Mundo Jovem.
Endereço eletrônico: mundojovem@pucrs.br

FILOSOFIA
Filosofar: importante e necessário (p.16)
Vivemos num mundo que parece construído sobre a recusa de refletir. Eis o homo tecnicus, o homem tecnológico que, pela própria inteligência, criou inúmeras técnicas de conforto para facilitar sua vida. Mas por que ainda andamos angustiados, inseguros e insatisfeitos, especialmente nós jovens?
Jorge Huppes,
estudante de Filosofia, Porto Alegre, RS.
Endereço eletrônico: frhuppes@gmail.com

POLÍTICA E CIDADANIA
Centrais sindicais para quê? (p.17)
As centrais sindicais não são reconhecidas no nosso ordenamento jurídico como instituições aptas para defender os interesses dos trabalhadores. A legitimidade que possuem foi conquistada politicamente, mas não é reconhecida pela lei. Legalmente, apenas sindicatos, federações e confederações podem representar os interesses dos trabalhadores, e apenas dos trabalhadores vinculados às categorias profissionais que representem.
Rômulo José Escouto,
advogado, professor na Universidade
do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e
assessor sindical em Porto Alegre, RS.
Endereço eletrônico: romulo@escoutoepedroso.com.br

HISTÓRIA
Guerrilha do Araguaia: uma história pouco conhecida (p.18)
Desde 1965, nas suas infindáveis reuniões clandestinas, o PCdoB procurava descobrir uma região propícia para implantar os embriões de uma futura guerrilha para combater a ditadura militar. Olheiros foram enviados a várias regiões, inclusive ao RS, MT, AC e ao antigo território de Rondônia. Em 1966 a área escolhida foi o norte de Goiás e o sul do Maranhão e do Pará, a região do Baixo Araguaia.
Paulo Henrique Costa Mattos,
historiador e professor de Sociologia da UNIRG.
Autor do livro Vida vermelha, história da esquerda no Brasil:
dos primeiros partidos à luta armada no Araguaia,
Editora Veloso, Gurupi, TO.
Endereço eletrônico: phcmattos@ibest.com.br

GEOGRAFIA
Onde estão os ideais igualitários da França? (p.19)
O século mal começou e o Senado da França aprovou, em outubro de 2007, uma lei que prevê exame de DNA para estrangeiros que pretendem entrar no país. A genética foi usada para controlar a imigração. Esta realidade escancara a perversidade de um sistema no qual as condições de realização são desiguais não só entre os países, mas também entre os seres humanos dentro de um mesmo país.
Alejandro Buenrostro y Arellano, Andrea Paes Alberico, Carlos Alberto Cordovano Vieira, Elisa Helena Rocha de Carvalho, João Xerri, José Juliano de Carvalho Filho, Lília Azevedo, Marietta Sampaio e Thomaz Ferreira Jensen,
grupo de São Paulo que produz artigos sobre contexto internacional
para o boletim Rede de Cristãos de Classe Média,
do Centro Alceu de Amoroso Lima para a Liberdade, Petrópolis, RJ.
Endereço eletrônico: apalberico@yahoo.com

PSICOLOGIA
Fobia... que medo é esse? (p.20)
Todos já passamos por situações que desencadeiam medo. Qualquer pessoa manifesta sintomas físicos diante de uma situação de perigo (sudorese, aumento da freqüência respiratória e cardíaca etc.). Esse perigo pode ser representado por um cão bravo prestes a atacar, um carro desgovernado vindo em nossa direção, um assaltante apontando uma arma. Em todas essas situações, estamos diante de um perigo real. No caso da fobia, a pessoa tem os mesmos sintomas, mas na ausência de um perigo real.
Maria Regina Corrêa Lopes Vanin,
psicóloga e psicoterapeuta. Coordena
cursos de especialização no Instituto
Baruense de Psicodrama, Bauru, SP.
Endereço eletrônico: mreginalopes@ig.com.br

ARTE E CULTURA
De onde vem o jeitinho brasileiro? (p.21)
O povo brasileiro, historicamente, confunde o conceito de direitos com a idéia de favores. Culturalmente, foi assimilando mais deveres a serem cumpridos do que direitos a serem usufruídos. Da mesma forma, erradamente, os brasileiros acreditam que o que é público não é de ninguém. É por isso que nossas atitudes cotidianas somente são compreensíveis pelos processos culturais que nos fizeram “ser o que somos”.
Nei Alberto Pies,
professor e militante de Direitos Humanos,
Passo Fundo, RS.
Endereço eletrônico: neialberto@gmail.com

CURTAS E DICAS
Povos indígenas
     Publicação recente do Banco Mundial avaliou a difícil situação dos indígenas na América Latina. O relatório apontou que mais de 80% dos 28 milhões de indígenas latino-americanos vivem na pobreza extrema. A análise relata que, embora representem menos de 5% da população, os povos indígenas em todo o mundo constituem 15% dos pobres. Na América Latina, a análise foi feita na Bolívia, no Equador, no Peru, no México e na Guatemala. No Equador, por exemplo, enquanto metade da população tem carteira assinada, apenas 8% de todos os indígenas possuem empregos formais. Na Guatemala, menos de 50% da população indígena vivem nas áreas urbanas do país e são assalariados, contra 65% dos não-indígenas.
     No Brasil, além da exclusão social e da dificuldade em obter a demarcação de suas terras, a violência é apontada como um dos maiores problemas dos índios. Um relatório do Centro Indigenista Missionário (CIMI), de 2006, mostra que entre 1995 e 2002 o número de assassinatos entre índios, por ano, era de 20. Já de 2003 a 2005, o número dobrou para 40.

Conferência Nacional de Juventude
     A I Conferência Nacional de Juventude vai acontecer em Brasília, nos dias 27 a 30 de abril. Será um momento de diálogo entre sociedade e gestores públicos sobre políticas públicas de juventude (PPJ).
     A Conferência foi preparada previamente com encontros municipais e estaduais, que levantaram as principais demandas das políticas de juventude, que serão discutidas. Levante sua bandeira é o lema da Conferência.
Para mais informações, acesse: www.juventude.gov.br ou
pelo e-mail: conferencia.juventude@planalto.gov.br

Revista (p.23)
Mensageiro
     É uma publicação do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), com edições bimestrais, que oferece “informação, formação e intercâmbio a serviço dos Contatos: Caixa Postal 12080 - Bairro São Braz - CEP: 66090-970 - Belém, PA.
Internet: www.mutiraoamazonia.org.br
E-mail: cimiblm@amazon.com.br

Livro (p.23)
Curso Popular de Bíblia
     É um material sobre Bíblia para trabalhar com grupos de jovens, elaborado pelo CEBI - Centro de Estudos Bíblicos. São sete volumes, que abordam conteúdos do Antigo e do Novo Testamento, escritos de maneira acessível a todas as pessoas que queiram conhecer ou aprofundar o seu conhecimento sobre Bíblia. O preço do exemplar é R$ 2,00.
Pedidos:
CEBI - Programa de Publicações
Caixa Postal 1051 - CEP: 93121-970 - São Leopoldo, RS
Fone: (51) 3568-2560 - Fax: (51) 3568-1113
E-mail: vendas@cebi.org.br - Internet: www.cebi.org.br

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