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edição 384, março de 2008.
PODER
Todos querem ter, poucos sabem usar
* Sudão: uma guerra silenciada
* Mulheres no século 21: ainda há muito o que conquistar
* Vida com sentido, do nascer ao morrer
* TV Pública: um passo para democratizar a comunicação
O poder corrompe e manipula, mas também pode ser um serviço. Ou mais, pode promover mudanças de vida e de afirmação da dignidade humana. Muitos também fogem do poder e deixam-se levar ou dominar pelos outros. Como estamos exercendo o poder em nossas relações, na família, na escola, entre amigos, na sociedade? Sobre este tema e estas interrogações, conversamos com a professora Marta Bellini.
VIDA SAUDÁVEL
Movimentar-se de forma espontânea e livre (p.2)
O mundo atual está cada vez mais tecnologizado. Nosso modo de vida foi invadido por tecnologias complexas e atrativas para qualquer idade. Estão aí os computadores com sua internet e jogos eletrônicos, a televisão com canais e imagens aperfeiçoadas, além de celulares e outros aparelhos domésticos de grande utilidade para a vida, no trabalho e no lar. Mas estes equipamentos exigem do usuário mais tempo e um grande espaço na sua vida.
Elenor Kunz,professor titular no Centro de Desportos da UFSC, Florianópolis, SC.
Autor do livro Transformações didático-pedagógicas do esporte.
Endereço eletrônico:
elenkunz@terra.com.br
ECOLOGIA
Dicas para projetos de educação e ação ambiental (p.3)
O debate mundial desperta um chamado ante a degradação do planeta. Professores e coordenadores de grupos são convidados a pensar a questão num processo em que aprender junto é melhor que aprender sozinho. Para isso, uma das boas alternativas é desenvolver um projeto ecológico comunitário.
EDUCAÇÃO
Uma educação para o futuro (p.4)
A realidade do conhecimento encontra-se muito diversificada pelo fato da alta velocidade tecnológica que interfere, direta ou indiretamente, na vida de todos os seres humanos. O indivíduo que está exposto a esse fator social necessita receber um acompanhamento que esteja em consonância com esta realidade. O que é melhor que a educação, pelo seu papel altamente re-flexivo, para interferir positivamente neste ponto da questão?
Siélia Silva e Silva,pedagoga, Novo Hamburgo, RS.
Endereço eletrônico:
sielia@feevale.br
Nas últimas décadas surgiram novas metodologias, na tentativa de qualificar o ensino. Com base nisto, este texto tem por objetivo abordar um tema muito atual em termos de organização do ensino, a fim de construir uma forma mais atraente e envolvente de realizar a prática pedagógica: o projeto.
Conte e partilhe sua experiência
Esta página “
Projetos Pedagógicos” está reservada para os leitores do Mundo Jovem que gostariam de partilhar sua experiência de educação; preferencialmente projetos interdisciplinares.
Como o Mundo Jovem atinge cerca de quatro mil cidades, esta contribuição poderá inspirar milhares de iniciativas educacionais. Aliás, a lei da solidariedade é uma característica marcante dos nossos leitores.
Obrigado pela sua participação!
Nilce Tonús e
Heloísa Maria Lessa,professoras estaduais (EJA) e acadêmicas de Pedagogia na UCS,
Caxias do Sul, RS.
Endereço eletrônico:
ntonus@ucs.br e
hmlessa@ucs.br
HISTÓRIA
Guerra do Contestado em terras do sul (p.6)
Ocorrido entre 1912 e 1916, este foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro. As causas foram os desentendimentos sociais, em especial no que diz respeito à regularização da posse de terras por parte dos caboclos. Existiam outros interesses, já que a região era rica em erva-mate e madeira, pretendida pelos estados do Paraná e Santa Catarina.
Marli Aparecida de Oliveira,
professora na Escola de Educação Básica
Prof.ª Otília Ulyssea Ungaretti, Cerro Negro, SC.
GEOGRAFIA
O maior e mais invisível conflito da atualidade (p.7)
Responda rápido: qual é a maior guerra da atualidade? Se você respondeu Iraque, errou. Mas não se culpe pelo erro. Ele não acontece por acaso. Distante dos holofotes da mídia e negligenciado pelas grandes potências econômicas, o principal conflito humanitário do nosso tempo ocorre no esquecido Sudão, o maior país da África.
Há diversos sites que trazem informações sobre o assunto. Uma das maneiras de você contribuir é informar-se e discutir o assunto entre amigos e colegas, conscientizando-os sobre o problema. A maioria dos sites é em inglês... Criar um em português pode ser uma missão para você!
Eyes on Darfur:
www.eyesondarfur.org/index.html;
Projeto Enough:
www.enoughproject.org;
International Crisis Group:
www.crisisgroup.org/home/index.cfm;
The HP Alliance:
www.thehpalliance.org - site para jovens fãs de Harry Potter que queiram motivar os fãs a se posicionarem contra o genocídio e a tirania;
Students Taking Action Now: Darfur (STAND):
www.standnow.org - reúne alunos de 600 universidades e escolas nos EUA e Canadá para informar, angariar fundos e lutar por uma solução política para o conflito.
POLÍTICA E CIDADANIA
Conjuntura e tendências na América Latina (p.8)
É preciso conhecer o passado de cada Estado-Nação para entender o presente de nossos dias. Ainda que existam sinais convergentes entre eles, a dinâmica social, as lideranças políticas, os movimentos sociais, os partidos políticos, os processos de crescimento e desenvolvimento econômicos, entre outros elementos, têm especificidades e particularidades que não podem ser ignoradas.
Luiz Eduardo Wanderley,sociólogo, professor na PUC-SP, coordenador do
Núcleo de Estudos Latino-Americanos.
Endereço eletrônico:
marilew@uol.com.br
ARTE E CULTURA
A arte como instrumento de inclusão social (p.9)
Arte é cultura, cultura é “gente” e gente é vida! Inclusão para viver, trabalhar, criar, produzir, sentir e amar... Tudo se renova na visão do contador e cantador das letras. O mundo das artes funde-se com o viver a vida. Cada momento, um sentimento; cada ação, uma emoção; cada pensar, uma razão. E o mundo caminha lento nas transformações.
Susi Monte Serrat,cantora, compositora e pedagoga, Curitiba, PR.
Endereço eletrônico:
susimonteserrat@yahoo.com.bre
João Bello,produtor cultural e escritor, Curitiba, PR.
Endereço eletrônico:
joaobello@onda.com.brAmbos são criadores do projeto
“O semeador de sonhos”
SEXUALIDADE
Gênero: do que estamos falando? (p.10)
Você é homem ou mulher? E o que te faz pensar que é um homem ou uma mulher? A resposta à segunda pergunta provavelmente leva em conta seu sexo biológico de macho ou fêmea e, em seguida, você deve ter feito referência às coisas ligadas a este sexo biológico: distribuição diferenciada dos pêlos pelo corpo, menstruação das fêmeas e ejaculação dos machos.
Fernanda Calderaro,educadora feminista da ONG Transas do Corpo,
coordenadora do Grupo de Informação e
Ação em Sexualidade (GIAS), Goiânia, GO.
Endereço eletrônico:
gias@transasdocorpo.org.br
REALIDADE BRASILEIRA
A mulher na sociedade: entre sempre e jamais (p.11)
“Assim, incansavelmente, insubornavelmente, entre sempre e jamais, flui a vida insone, passam os grandes olhos abertos da vida.” (Mario Benedetti)
PAIS E FILHOS
Família, escola e suas responsabilidades (p.14)
Como as demais instituições, família e escola passam por mudanças que redefinem sua estrutura, significado e papel na sociedade. A escola de hoje não é apenas um espaço onde são desenvolvidos conteúdos e habilidades; é, também, o cenário responsável pela formação política, ética e estética de quem utiliza seus serviços. É o ambiente que recebe todos os tipos de problemas sociais, que são reflexos de nossa condição e condução política.
Joana Maria Rodrigues Di Santo,pedagoga, psicopedagoga e professora no
Centro Universitário Sant’Anna, São Paulo, SP.
Endereço eletrônico:
joanadisanto@gmail.com
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
O computador como instrumento didático-pedagógico (p.15)
No mundo globalizado, já não é possível a sociedade caminhar sem o uso das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs). A comunidade escolar já percebe a importância das tecnologias como uma ferramenta didático-pedagógica na educação, e como instrumento de mudanças no processo de ensino e aprendizagem.
Josenilson Vieira dos Anjos,professor de História, coordenador do Laboratório de Informática
do CEM Santa Rita de Cássia, Palmas, TO.
Endereço eletrônico:
jnilson-anjos@hotmail.com
ESPIRITUALIDADE
Jesus e a defesa da vida (p.16)
Desde que Caim matou Abel (cf. Gn 4,8-16), o homicídio, nas suas mais diversas formas, entrou no mundo e a vida passou a ser constantemente ameçada. Deus se coloca como defensor da vida. Até mesmo o assassino não pode ser assassinado, pois quem matar Caim será vingado pelo próprio Deus sete vezes (cf. Gn 4,15). Deus quer destruir a cadeia de morte que se instalou no mundo.
José Adalberto Vanzella,secretário executivo da Campanha da Fraternidade,
CNBB, Brasília, DF.
Endereço eletrônico:
cf@cnbb.org.br
ENSINO RELIGIOSO
A vida, do início ao fim (p.17)
Quando começa a vida? Esta é uma pergunta feita por cientistas e religiões. Mas quem nunca se questionou a respeito da própria origem?
Délio Kipper,médico, professor da Faculdade de Medicina
e membro do Comitê de Bioética da PUCRS.
Endereço eletrônico:
djkipper@pucrs.br
FILOSOFIA
A morte está na vida (p.18)
A vida humana é uma pequena porção de tempo entre dois infinitos, antes e depois de nossa existência. O início e o fim da vida são os limites que nos separam desse infinito antes e depois, do qual nada sabemos. E isso tanto nos apavora quanto nos fascina.
Bruno Odélio Birck,professor de Filosofia e Cultura Religiosa na PUCRS,
Porto Alegre, RS.
Endereço eletrônico:
brunirck@terra.com.br
JUVENTUDE
Uma campanha a favor dos jovens (p.19)
Este ano, a Igreja Católica, através da Campanha da Fraternidade, nos convoca para a defesa da vida e a retomar nossa vocação à felicidade. Seremos felizes na medida em que nossos direitos de pessoa forem respeitados e tivermos espaço para viver intensamente os nossos dons e nos revelar em nossa originalidade.
Carmem Lucia Teixeira,mestre em Ciências da Religião, da Equipe da
Casa da Juventude Pe. Burnier (Caju), Goiânia, GO.
Endereço eletrônico:
caju@casadajuventude.org.br
LÍNGUA E LITERATURA
Falo e escuto, ou falo e não escuto? (p.20)
Como afirmou Rubem Alves, não agüentamos ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite “melhor”, sem misturar o que foi dito com aquilo que temos a dizer. Como se a palavra do outro não fosse digna de descansada consideração e precisasse ser complementada pelo que temos a dizer, que, em nossa opinião, seria muito melhor.
REALIDADE BRASILEIRA
TV pública: um novo espaço para a comunidade (p.21)
A idéia da construção de uma rede pública de televisão, com abrangência nacional, não é uma idéia do atual governo. Na verdade, desde 1988 este assunto aparece no Capítulo V da Constituição Federal em seu artigo 223, no qual se lê que um canal de televisão pode ser privado, público ou estatal. Só agora a TV pública tornou-se uma realidade, mas com contínuos aperfeiçoamentos.
CURTAS E DICAS
Livro (p.23)
Retratos da juventude brasileira: análises de uma pesquisa nacional
Nesta coletânea organizada por Helena Abramo e Pedro Paulo Martoni, especialistas de diversas áreas analisam a pesquisa nacional sobre juventude realizada pela Fundação Perseu Abramo.
Os autores abordam como os jovens brasileiros encaram vários aspectos de suas vidas, como trabalho, sexualidade, drogas, escola etc. O livro traz também uma síntese da pesquisa, proporcionando ao leitor um quadro detalhado de quem é e como pensa a juventude brasileira.
Contatos para compra podem ser feitos pelo site
www.efpa.com.br
Filme (p.23)
Meninas
Dirigido por Sandra Werneck, aborda a questão da gravidez na adolescência, partindo de depoimentos de quatro meninas grávidas. O que leva estas meninas a correr riscos e desejarem ser mães precocemente? Falta informação sobre sexo e concepção? Faltam perspectivas, sonhos pessoais e profissionais? O que representa ser mãe para as adolescentes?
Para conhecer mais, acesse
www.cineluz.com.br/meninas
Site (p.23)
Instituto Polis
Disponibiliza relatório da pesquisa Juventude Brasileira e Democracia - participação, esferas e políticas públicas, que buscou investigar valores da juventude brasileira acerca da participação. Um excelente material para entender a juventude hoje.
Página principal:
http://www.polis.org.brRelatório:
http://www.polis.org.br/obras/arquivo_238.pdf
Brasil sem armas
As mortes por arma de fogo caíram 12% no Brasil entre 2003 e 2006, como resultado de esforços e ações do governo e da sociedade civil contra a violência, aponta um novo estudo do Ministério da Saúde.
Essa diminuição coincide com a implementação de ações como o Estatuto do Desarmamento, o fortalecimento da segurança pública nos estados brasileiros, além da mobilização da sociedade civil organizada.
De acordo com a pesquisa Redução de Homicídios no Brasil realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Justiça, em 2006, o país registrou 34.648 óbitos por arma, contra 39.325 em 2003. Isso representa 4.677 vidas poupadas no país por ano, especialmente entre homens. Em relação às taxas de mortalidade por arma de fogo, a queda foi de 18%, caindo de 22 para 18 óbitos por 100 mil habitantes.
E ainda tem gente que enxerga segurança no uso de armas!
Páscoa da libertação: ninguém tem o direito de dominar o outro