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Dia do Professor e da Professora
Sua tarefa é cuidar que o aluno aprenda. Sua glória é o aluno que sabe pensar. (Pedro Demo)
Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda. (Paulo Freire).
O menino e a escola
O menino foi pela primeira vez à escola. Era um menino muito pequeno e frágil, e a escola lhe pareceu imensa. Mas descobriu que podia entrar em sua sala pela porta que dava para o pátio, ficou muito contente e a escola já não lhe parecia tão grande.
Certa manhã, a professora disse:
- Hoje vamos fazer um desenho.
O menino ficou feliz, porque adorava desenhar. Sabia pintar leões, tigres, galos, vacas, barcos, carros, casas, cidades... Ele pegou sua caixa de lápis vermelhos, alaranjados, azuis. Mas a professora disse:
- Esperem, ainda não é o momento de começar. Hoje vamos pintar flores.
O menino gostou porque apreciava muito pintar flores. Começou a pintar extraordinárias flores com seu lápis vermelhos, alaranjados, azuis.
Mas a professora disse:
- Não pintem nada ainda. Vou ensinar a vocês como se pintam as flores.
E a professora desenhou uma flor vermelha com o talo verde. O menino olhou a flor que ela fizera e gostou mais da que ele pintara. Mas não disse nada. Virou a página e pintou uma flor vermelha com o talo verde, igual à flor de sua professora.
- Hoje vamos trabalhar com massa de modelar, disse poucos dias depois a professora.
O menino ficou contente porque adorava massa de modelar. Com ela, podia fazer cobras, ratos, carros, caminhões, árvores, homens, livros..., e começou a preparar sua bola de massa. Mas a professora disse:
- Ainda não é o momento de começar. Deixem a massa de modelar de lado até que eu lhes diga. Hoje vamos fazer um prato e eu lhes ensinarei como fazê-lo.
O menino imaginou múltiplas formas de pratos, mas como a professora fez um prato fundo e lhes tinha dito que deviam fazer o que ela fizesse, fez também um prato fundo, igual ao da professora.
Assim, pouco a pouco, o menino aprendeu a esperar que lhe dissessem o que devia fazer. E se transformou num menino obediente e exemplar, porque sempre fazia as coisas como a professora mandava. Depois de certo tempo, a família se mudou para outra cidade e os pais levaram o menino a uma escola nova.
- Hoje vamos fazer um desenho, disse a professora no dia em que o menino foi a essa escola.
O menino esperou que a professora dissesse como os alunos deviam fazer esse desenho, mas ela não disse, e começou a andar pela sala e a olhar os desenhos dos meninos.
- Você não gosta de desenhar? Perguntou-lhe quando o viu sem fazer nada.
- Gosto, respondeu o menino. Mas o que vamos fazer?
- Não sei, o que você quiser.
- Com qualquer cor?
- Claro, se todos fizessem a mesma coisa, como eu saberia o que cada um pintou?
- Não sei, disse o menino, e começou a fazer uma flor vermelha com o talo verde.
O verdadeiro mestre, mais do que inculcar respostas e impor a repetição de normas, conceitos e fórmulas, orienta os alunos para a criação e a descoberta, incita sua fantasia, promove seu talento, guia-os para galoparem sem amarras pelos caminhos de sua liberdade.
Fonte: Antonio Péres Esclarín, “Educar valores e o valor de educar”. Editora Paulus, 2002, p.9.
Contando histórias...
Organizar uma rodada de histórias escolares, com alunos e professores, recordando o primeiro dia de aula ou situações que não esqueceram. Além de render risos e aproximar mais, mostrará o quanto podemos aprender com as situações vividas.
Equipe Mundo Jovem
Artigo publicado na edição nº 360, setembro de 2005, página 19, jornal Mundo Jovem.
Sugestão de Atividades
1 - Conversar sobre a parábola e se isso continua acontecendo, na escola, na família.
2 - Falar sobre um professor que marcou, por que marcou e o que admirava nele.